Eu, aluna do curso de Letras, não poderia deixar de expor a minha indignação quanto às "Aulas Tele Transmitidas". E analisando com visão de profissional da área de ensino, que sou e futuramente em nível superior, posso opinar com tal firmeza que este método de ensino é precário, já que falta melhor interação na relação professor/aluno.
Para um estudante, cujo curso, é fundamental a disciplina de "Língua Portuguesa", não vejo o método de aulas Tele transmitidas e on-line responder as minhas perspectivas, uma vez que, as dúvidas surgem a todo momento e não podem ser sanadas imediatamente e nem posteriormente, pois muitas das vezes não se obtém respostas as indagações feitas pelos alunos. Outro ponto importante, é o fato de o professor não ter um retorno do desenvolvimento do conteúdo aplicado, pois fica inviável perceber se o objetivo fora alcançado.
Um planejamento tem que ser analisado pelo professor a todo momento, sendo ele obrigado e capaz de adequar o desenvolvimento do conteúdo em nível de assimilação da turma a qual ele ministra a aula. Tendo em vista que todo planejamento deve ser flexível, de acordo com a avaliação feita pelo professor, no decorrer da aula. Sabemos também que, a relação ensino/aprendizagem baseia-se na troca de experiência e informações em sala de aula. O que fica impossível de acontecer nesse sistema de ensino imposto pela UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ.
Após uma breve sondagem em outra Universidade, cujo sistema EAD fora implantado, os alunos assistem suas aulas tele transmitidas e on-line sim, porém semanalmente acontece um encontro direto com professor presencial , onde possa ser reforçado o conteúdo trabalhado e assim sanar as dúvidas.
Tal sistema pode até vir a funcionar, com tal satisfação para ambas as partes, desde que a Universidade Estácio de Sá reveja algumas propostas e disponibilize outras opções que complementem tais defasagens.
Afinal, estamos tratando de Educação ( processo: ensino/aprendizagem) e não uma mera mercadoria. Não se pode enxergar uma Universidade como mais uma Empresa com fins puramente lucrativos, fazendo os seus alunos "clientes" se sentirem lesados, perante um produto de má qualidade.
Agir de forma democrática, sem estabelecer imposições, pode quem sabe, amenizar esse fato social patológico que se encontra a Educação Brasileira!
(Rosilene Oliveira)



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